A expectativa gerada entorno do projeto de revitalização do Barro Preto, bairro que se destaca por sua vocação comercial no segmento de moda em Belo Horizonte, acabou sendo superada com as recentes notícias. Considerado por muitos um projeto com poucas chances de ser concretizado, a requalificação do bairro ganhou força ao ser incluída, oficialmente, nas despesas da União. Cerca de R$9 milhões foram estipulados pelo Governo Federal para a execução das obras. O projeto executivo, já elaborado pela prefeitura, deverá ser readequado, em razão do teto orçamentário um pouco acima do valor empenhado.
Para que o processo chegasse ao atual estágio foi necessário uma ação conjunta aliando esforços de pessoas públicas comprometidas. A determinação do deputado federal Diego Andrade (PSD-MG) somado à visão do secretário da regional Centro-Sul de BH, Harley Carvalho, e da Secretaria de Planejamento da prefeitura, foram fundamentais. Diego Andrade foi determinante na articulação em Brasília ao sensibilizar a bancada mineira que, através de seu coordenador, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), encaminhou a indicação ao Ministério do Turismo. As participações do senador Clésio Andrade (MG) e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, também devem ser pontuadas. Pimentel, que no período em que esteve à frente da administração municipal de BH iniciou as conversas para a modernização do bairro, ofereceu apoio irrestrito ao saber do empenho do deputado Diego Andrade para emplacar o projeto.
Com todo esse trabalho, os belo-horizontinos tem muito a comemorar. A reforma do bairro representa um considerável incentivo ao comércio e ao turismo, e proporcionará um grande aporte à economia da capital mineira.
Fonte: Assessoria de Imprensa Deputado Diego Andrade
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Notícia CDL/BH - Parceria
O presidente da CDL/BH, Bruno Falci, e o presidente da Feira Shop
localizada na Rua Rio de Janeiro, no Centro, Obregon de Carvalho Jr,
assinaram termo de parceria nesta quinta-feira, 02 de fevereiro, para
oferecer aos lojistas formais vinculados à feira os principais produtos
de análise de crédito da Entidade em condições especiais.
Com
isso, os 900 lojistas formalizados da Feira Shop ganharam um aliado de
peso contra a inadimplência. Eles terão à disposição consultas e
registros de seus clientes junto ao Sistema de Proteção ao Crédito, SPC,
da CDL/BH para garantir maior segurança em suas vendas.
O SPC possui cerca de 133 milhões de cadastros de pessoa física e 16
milhões de pessoa jurídica em todo o país. E em apenas 3 segundos, é
possível obter resposta a uma consulta de CPF ou CNPJ no sistema.
Oportunidade
Carvalho enxerga a parceria como uma oportunidade de ganhar apoio da
CDL/BH para os pequenos empreendimentos da Feira Shop não apenas em
relação a análise de crédito. “A parceria é um marco para o
desenvolvimento do pequeno lojista, pois nós conhecemos suas carências e
demandas. Vejo isso como uma forma de inclusão social que trará mais
dignidade e a chance dele poder competir no mercado”, disse.
O presidente da CDL/BH, Bruno Falci, ressaltou a importância da união no
setor. “Temos que formar uma rede para lutarmos por questões como carga
tributária, burocracia, treinamento, pois não conseguimos agir
sozinhos. A CDL/BH está à disposição para apoiar os pequenos negócios
formalizados, pois sabemos o quanto eles precisam disso”, afirmou.
Além dos produtos de análise de crédito, a CDL/BH e a Feira Shop estudam
estender a parceria para treinamentos, crédito e outras soluções da
Entidade.
FOPEMIMPE
É importante ressaltar que essa parceria foi uma articulação feita com o apoio do FOPEMIMPE - Fórum Permanente Mineiro de Micro e Pequenas Empresas. Havia o interesse da empresa em possibilitar o acesso aos serviços da instituição aos seus lojistas. Por outro lado, a CDL/BH atendeu à demanda e criou uma taxa diferenciada para esse público demonstrando assim total interesse e apoiar esses empresários.
Esse foi o primeiro passo de um trabalho que está apenas começando e tem um longo caminho a ser percorrido.
Brasileiro da Alta-Costura Prepara Linha para Classe C
O mineiro Gustavo Lins passou a integrar, em 2011, seleto grupo de estilistas
A alta-costura francesa se tornou algo raro. Das mais de 60 grifes
que existiam após a Segunda Guerra Mundial, restaram hoje, por razões
diversas, apenas 11. E um brasileiro passou a integrar o seletíssimo
grupo de estilistas de que podem utilizar a denominação "alta-costura",
termo protegido por lei na França: o mineiro Gustavo Lins. Após
conquistar espaço no concorrido mercado francês, ele irá agora utilizar
seus talentos em projetos ligados ao Brasil.
Atualmente, ele negocia com uma marca brasileira, cujo nome prefere
não revelar, a criação de uma linha de roupas que visa também o mercado
internacional. A primeira peça de vestuário dessa parceria deverá ser
lançada no final deste ano, contou o costureiro ao Valor. "Os artigos
seriam inicialmente voltados para a classe A, mas a ideia é democratizar
a coleção e fazer produtos de qualidade, em outras versões, para as
classes C e D", afirma.
O costureiro também realizará neste ano a formação de mão-de-obra
têxtil no país, graças a um acordo já firmado com a Federação das
Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).
Lins é o primeiro brasileiro e latino-americano a ter o status de
membro permanente da Câmara Sindical de Alta-Costura da França, o que
foi obtido em 2011 e acaba de ser renovado neste mês. Ocimar Versolato
também havia feito desfiles de alta-costura em Paris, em meados dos anos
90, mas como "convidado".
Formado em arquitetura, passo a passo (ou de fio em agulha, como
diriam os franceses) Lins foi alinhavando sua trajetória na moda. Em
meados dos anos 80, ele foi para Barcelona, na Espanha, fazer um
doutorado em arquitetura. Mas, paralelamente, se inscreveu em um curso
sobre as técnicas de base da costura. E optou definitivamente por essa
profissão.
Ele se instalou em Paris em 1989 e entrou rapidamente na área.
Durante 14 anos, trabalhou como modelista para as maiores grifes
francesas: Jean-Paul Gaultier, Louis Vuitton, Kenzo, Balenciaga, entre
outras. Em 2003, sem nunca ter estudado em uma escola de estilismo, ele
decidiu criar sua própria marca, que leva seu nome, inicialmente com
modelos masculinos. Pouco depois, veio a coleção feminina de
prêt-à-porter. E desde 2007 o brasileiro já vinha participando dos
desfiles de alta-costura como "convidado" da federação francesa.
Para Lins, ouvir o comentário de que seus modelos são "simples" é um
"elogio", afirma. "A peça de alta-costura que leva centena de horas para
ser realizada é algo que corresponde ao século 19." Ele prefere peças
que possam ser usadas o dia todo. Os estudos de arquitetura são
aplicados na moda. "Roupa tem de ser prática. É como uma casa onde você
vive", diz Lins em seu ateliê, no bairro do Marais, em Paris.
O quimono japonês, cujo corte estruturado sempre o fascinou, se
tornou a referência estética de seus modelos nos últimos anos, tanto
femininos quanto masculinos. John Galliano, ex-costureiro da Dior,
comprou vários casacos desse estilo criados pelo brasileiro. Mas a
geometria do quimono tende a se transformar e a desaparecer de suas
coleções, conta Lins. Isso já foi visto em seu recente desfile de
alta-costura parisiense, na semana passada. Vestidos, blazers e capas
inspirados na Espanha podiam lembrar, indiretamente, peças de quimonos.
Os modelos de prêt-à-porter, que representam 80% de suas vendas,
custam entre € 400 e € 3 mil e são encontrados em 25 lojas seletas -
como a L'Éclaireur, em Paris ou a Dantone, em Milão - em vários países
da Europa e também nos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Kwait,
entre outros mercados. As peças únicas de alta-costura custam entre € 5
mil e € 25 mil e são vendidas em seu ateliê parisiense.
O brasileiro trabalha também com a grife Hermès em um projeto para
reciclar lenços de seda com defeitos e retalhos de couro e
transformá-los em novas peças. Ele ainda é consultor da Lacoste na área
de modelismo industrial. Essas colaborações para grandes grupos permitem
injetar recursos nos projetos e desfiles de sua própria marca.
Para Lins, é inevitável que uma marca de moda, para se expandir e ter
maior visibilidade, se associe a um investidor financeiro ou grande
grupo. É justamente o que ele busca atualmente, já que tem projetos de
lançar sua grife nas áreas de perfumes, cosméticos, acessórios, sapatos e
artigos para casa.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Inverno 2012 - Tendências das passarelas
As principais semanas de moda brasileiras chegaram ao fim. Do turbilhão de informações que recebemos separei algumas tendências que deverão chegar às lojas.
Cores fortes: preto, roxo, vermelho, vinho, laranja, azul, bege e os tons terrosos.
Renda: apesar de não ser novidade, apareceu em várias coleções.
Metalizados: melhor para quem apostou na onda dos metalizados no verão. Eles continuam no inverno.
Couro: Peças de couro são indispensáveis no inverno. Os tecidos resinados, que têm uma aparência de couro envelhecido, também estão com tudo.
Transparências: apareceu novamente em saias, camisas e vestidos.
Veludo: o tecido fofinho que estava desaparecido está de volta.
Modelagens: o longo continua nas saias, mas para os vestidos o comprimento é o mini. As jaquetas também apareceram mais curtinhas.
Macacão: Chegou e ficou. A peça que virou "must have" no inverno passado continua em 2012.
Monocromia: os looks apareceram inteiros em uma estampa ou cor. Perfeito para quem quer alongar a silhueta.
Acessórios: poderosos maxi colares e golas com detalhes são as apostas da estação. Nos pe´s: ankle boots, botinhas baixas e escarpins.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O poder do blog
Sem plano de negócio definido, a elite dos 14 milhões de diários virtuais na rede ajuda na venda de produtos dos outros.
Os fabricantes canadenses de um aquário de design arrojado mudaram seus negócios quando o produto saiu na capa da Robb Report, a publicação de maior prestígio no mercado de luxo. O curioso é que a revista só soube da existência do aquário, que custa US$ 4.900, depois de ele ter aparecido no blog Moco Loco, que trata de design e arquitetura. Com 170 mil visitantes por mês, o blog catapultou os pedidos do Aquário ASP. Sem um modelo de negócio definido, os blogs estão ajudando outras empresas a ganhar muito dinheiro. “Somos uma mídia fragmentada e direcionada. Sabemos o que nossos visitantes procuram", disse à DINHEIRO Harry Wakefiel, diretor do Moco Loco.
O caso do aquário tem correspondentes em toda a internet. Outro blog de grande de audiência, o Luxist, que recebe 400 mil visitas mensais, aumentou em 400% o tráfego de usuários no site da fabricante da vodka Ikon, após destacar qualidades da bebida. Em outra situação, um porta CD ganhou fama depois de refências do Gizmodo, blog focado em eletrônicos. “Os freqüentadores dos blogs são pessoas com grande poder de influência em seus grupos de relacionamento”, afirma o consultor Alessandro Barbosa Lima, da empresa E-Life, que define estratégias de uso dessa nova mídia. Há 14 milhões de blogs em toda a internet, mas poucos funcionam como referência de consumo.
No Brasil, onde estima-se em 50 mil a quantidade de blogs, o fenômeno em relação aos produtos citados ou comentados ainda não desembarcou. Segundo Ediney Souza, diretor do blog interney.net, ainda existe preconceito em relação a esse serviço, já que eles chegaram ao País com fama de diários de adolescentes. Com 150 mil visitantes por semana, o interney.net ainda não registrou nada parecido com seus similares em inglês, mas seu criador acredita que, em breve, ele terá um caso para mostrar aos seus patrocinadores, entre eles a loja de comércio eletrônico Mercado Livre.
Fonte: Isto é Dinheiro
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Posse do presidente do Cecoop-MG
À esquerda, o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo, deputado estadual Antônio Carlos Arantes, ao centro o Subsecretário de Indústria, Comércio e Serviços, Marco Antônio Rodrigues da Cunha, e à direita o presidente da Ocemg, Ronaldo Scucato
Crédito da foto: Leonardo Horta/SEDE
O subsecretário de Indústria, Comércio e Serviços, Marco Antônio Rodrigues da Cunha, foi empossado nesta quinta-feira (19) como presidente do Conselho Estadual do Cooperativismo de Minas Gerais (Cecoop-MG). A posse ocorreu durante a primeira reunião ordinária de 2012 realizada pelo Conselho, na sede do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), em Belo Horizonte. O encontro reuniu representantes dos diversos ramos do setor de cooperativismo, além de integrantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
Durante a reunião, o Subsecretário apresentou um relato sobre o esforço do Governo de Minas para execução de políticas públicas que beneficiem o setor. Ele ressaltou também a importância do diálogo constante entre o Governo e as instituições representativas do cooperativismo. Marco Antônio da Cunha incentivou os entes envolvidos no cooperativismo a buscarem, com frequência, inovações tecnológicas para agregarem valor aos produtos e serviços oferecidos. Na opinião dele, a busca por aperfeiçoamento deve ser constante para os profissionais que trabalham na área cooperativista.
O presidente da Ocemg, Ronaldo Scucato, abordou os dados econômicos que envolvem o cooperativismo em Minas Gerais e destacou a importância da interlocução constante entre a Organização e o governo estadual. O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo, deputado estadual Antônio Carlos Arantes, defendeu que o Estado facilite a participação das micro e pequenas empresas nas compras públicas. Segundo ele, isto favoreceria diversos ramos do cooperativismo.
O Superintendente de Cooperativismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), João Neiva, relatou as mais recentes ações desenvolvidas pelo Governo do Estado em prol do segmento. Ele destacou as reuniões realizadas nas últimas semanas pela equipe da Superintendência de Cooperativismo com representantes da Copasa e da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Os encontros tiveram objetivo de atender demandas específicas de algumas cooperativas ligadas à Ocemg. Durante o encontro realizado nesta quinta-feira na Ocemg, a equipe da Superintendência da SEDE distribuiu aos participantes um relatório sobre as atividades desenvolvidas em 2011.
Cecoop
O Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop) foi criado em 2008, por meio do Decreto 44.762/2008, com o objetivo de identificar as demandas do segmento, bem como indicar e ordenar políticas públicas, criadas em parceria entre o poder público e as diversas instituições representativas dos ramos cooperativistas. O Conselho é coordenado pela Superintendência de Cooperativismo, integrante da Subsecretaria de Indústria, Comércio e Serviços, subordinada à SEDE.
A Superintendência foi criada oficialmente em 2007 e tem realizado uma série de atividades com a finalidade de promover, divulgar, supervisionar e administrar programas de apoio às atividades que promovam o desenvolvimento econômico dos setores de associativismo e cooperativismo. A Sucoop da SEDE foi regulamentada pela Lei Delegada n° 118, de 25/01/2007. A criação da Superintendência visa atender as demandas da Política Estadual de Cooperativismo, instituída pela Lei n°15.075, de 05/04/2005 e regulamentada pelo Decreto n°44.009, de 19/04/2005.
Sistema Ocemg/Sescoop-mg
O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) é o órgão de representação política e patronal do cooperativismo em Minas Gerais. Desde a criação, em 1970, o sindicato tem atuado em uma série de programas com objetivo de promover o crescimento e desenvolvimento do cooperativismo em Minas Gerais. O principal parceiro da Ocemg é o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Minas Gerais (Sescoop-MG). Criada em 1999, a instituição é responsável por atividades de treinamento, capacitação e promoção social das cooperativas que atuam em Minas.
Desde 2002, mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas pela parceria entre as duas instituições por meio de cursos, treinamentos, seminários, congressos, palestras, além de atividades culturais e de monitoramento. O Sistema Ocemg/Sescoop-MG auxilia também na implantação dos sistemas de autogestão no setor cooperativista, através da formação e qualificação dos profissionais que trabalham no segmento.
Setor de cooperativismo
O Brasil possui atualmente mais de 7 mil cooperativas em todos os estados. A maior parte está concentrada no Sul e Sudeste. Cerca de 10% do total funcionam em Minas Gerais. O cooperativismo mineiro possui em torno de 900 mil cooperados e gera cerca 33 mil empregos diretos. Em 2011 o setor movimentou cerca de R$ 22 bilhões no Estado.
O setor é importante também em vários outros países. Em 2012 a Organização das Nações Unidas (ONU) comemora o Ano Internacional das Cooperativas, em parceria com a Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O objetivo é incentivar o desenvolvimento sustentável e a minimização da pobreza através do incentivo às práticas econômicas do cooperativismo. O slogan escolhido pela ONU é “Cooperativas constroem um mundo melhor”. Desenvolvido em vários países, o projeto terá ao longo do ano diversas ações ligadas à defesa das mulheres, inclusão de jovens no mercado de trabalho e incentivo ao empreendedorismo, que apontam o cooperativismo como mecanismo para geração de renda e redução da pobreza.
Fonte: ASCOM
Fonte: ASCOM
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
Panorama das confecções de Minas
Minas Gerais é um dos principais pólos de moda do país – reúne seis mil confecções que, somente no ano passado, faturaram um total de R$ 1,5 bilhão. Mas crescer ainda é um desafio.
Em entrevista ao Diário do Comércio, Michel Aburachid, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado de Minas Gerais (Sindivest-MG), falou sobre o setor e sobre perspectivas futuras. Confira abaixo alguns dos principais pontos abordados:
O perfil da indústria mineira
As seis mil empresas instaladas em Minas Gerais atuam nos setores de moda casual, fashion, masculina, infantil, vestuário profissional e roupas íntimas. A mais forte é a casual, que engloba cerca de 60% das empresas mineiras.
Gerando empregos
As confecções possuem mão-de-obra extensa, característica inerente ao setor: têm grande poder de gerar empregos com baixo investimento. Em Minas, elas são responsáveis por aproximadamente 180 mil postos de trabalho.
Crescimento maior que o nacional
Até setembro o setor de vestuário em Minas Gerais teve crescimento de 5% no volume de negócios em relação a 2010. Em outubro houve uma queda, motivada principalmente pelo temor do consumidor frente à crise mundial. Mas, ainda assim, o crescimento registrado em Minas foi de 1%, em oposição à média nacional de retração de 8%. A estimativa é que o ano feche com resultados equivalentes aos do ano passado.
As conquistas de Minas Gerais
A recente redução da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) – que determina que o imposto poderá alcançar no máximo 5% – foi uma conquista para o setor. Mas, como explica Michel Aburachid, o sucesso de Minas está ligado a uma série de ações. “Desde 2003, o governo estadual e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) passaram a dar atenção especial para a indústria do vestuário. Apesar de empregar muito, o faturamento do setor é baixo. Éramos vistos de forma diferente. Mas conseguimos mostrar a importância do setor na formação de mão-de-obra, divulgação da cultura, além da movimentação gerada em outros setores. Eventos de moda que ocorrem na cidade movimentam os restaurantes e hotéis, por exemplo. Então o governo começou a entender que, apesar de não recolher tributos diretamente, a indústria da moda ajuda bastante a economia”, conta.
Os problemas
A desvalorização do dólar frente ao real provocou uma redução significativa das exportações. Conseguir crédito também é um desafio. “Os bancos exigem muitas garantias para empréstimos maiores, acima de R$200 mil, e com maior prazo”, afirma Aburachid. E a concorrência com os produtos asiáticos continua sendo o maior entrave: enquanto na China o salário médio é de U$30 e U$40, no Brasil os custos com mão de obra podem ultrapassar U$500. E impedir a entrada dos produtos é uma dificuldade – o governo Lula já chegou ao máximo da alíquota do Imposto de Importação, que é de 35%.
Para o futuro
Para competir com a China, uma das opções apontadas por Aburachid é fazer mais lançamentos durante o ano. “Com isso, pela distância, eles não conseguem nos acompanhar”, afirma. Divulgar o trabalho das confecções é também fundamental: é preciso expor o seu trabalho e faze-lo ser notado. A participação em feiras é importante e é válido investir em outras estratégias – montar lookbooks e sites podem ser boa ideia. A esperança é que em 2012 seja registrado nível de crescimento de pelo menos 5%.
Fonte Encontro da Moda
Em entrevista ao Diário do Comércio, Michel Aburachid, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado de Minas Gerais (Sindivest-MG), falou sobre o setor e sobre perspectivas futuras. Confira abaixo alguns dos principais pontos abordados:
O perfil da indústria mineira
As seis mil empresas instaladas em Minas Gerais atuam nos setores de moda casual, fashion, masculina, infantil, vestuário profissional e roupas íntimas. A mais forte é a casual, que engloba cerca de 60% das empresas mineiras.
Gerando empregos
As confecções possuem mão-de-obra extensa, característica inerente ao setor: têm grande poder de gerar empregos com baixo investimento. Em Minas, elas são responsáveis por aproximadamente 180 mil postos de trabalho.
Crescimento maior que o nacional
Até setembro o setor de vestuário em Minas Gerais teve crescimento de 5% no volume de negócios em relação a 2010. Em outubro houve uma queda, motivada principalmente pelo temor do consumidor frente à crise mundial. Mas, ainda assim, o crescimento registrado em Minas foi de 1%, em oposição à média nacional de retração de 8%. A estimativa é que o ano feche com resultados equivalentes aos do ano passado.
As conquistas de Minas Gerais
A recente redução da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) – que determina que o imposto poderá alcançar no máximo 5% – foi uma conquista para o setor. Mas, como explica Michel Aburachid, o sucesso de Minas está ligado a uma série de ações. “Desde 2003, o governo estadual e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) passaram a dar atenção especial para a indústria do vestuário. Apesar de empregar muito, o faturamento do setor é baixo. Éramos vistos de forma diferente. Mas conseguimos mostrar a importância do setor na formação de mão-de-obra, divulgação da cultura, além da movimentação gerada em outros setores. Eventos de moda que ocorrem na cidade movimentam os restaurantes e hotéis, por exemplo. Então o governo começou a entender que, apesar de não recolher tributos diretamente, a indústria da moda ajuda bastante a economia”, conta.
Os problemas
A desvalorização do dólar frente ao real provocou uma redução significativa das exportações. Conseguir crédito também é um desafio. “Os bancos exigem muitas garantias para empréstimos maiores, acima de R$200 mil, e com maior prazo”, afirma Aburachid. E a concorrência com os produtos asiáticos continua sendo o maior entrave: enquanto na China o salário médio é de U$30 e U$40, no Brasil os custos com mão de obra podem ultrapassar U$500. E impedir a entrada dos produtos é uma dificuldade – o governo Lula já chegou ao máximo da alíquota do Imposto de Importação, que é de 35%.
Para o futuro
Para competir com a China, uma das opções apontadas por Aburachid é fazer mais lançamentos durante o ano. “Com isso, pela distância, eles não conseguem nos acompanhar”, afirma. Divulgar o trabalho das confecções é também fundamental: é preciso expor o seu trabalho e faze-lo ser notado. A participação em feiras é importante e é válido investir em outras estratégias – montar lookbooks e sites podem ser boa ideia. A esperança é que em 2012 seja registrado nível de crescimento de pelo menos 5%.
Fonte Encontro da Moda
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