Minas Gerais é um dos principais pólos de moda do país – reúne seis mil confecções que, somente no ano passado, faturaram um total de R$ 1,5 bilhão. Mas crescer ainda é um desafio.
Em entrevista ao Diário do Comércio, Michel Aburachid, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado de Minas Gerais (Sindivest-MG), falou sobre o setor e sobre perspectivas futuras. Confira abaixo alguns dos principais pontos abordados:
O perfil da indústria mineira
As seis mil empresas instaladas em Minas Gerais atuam nos setores de moda casual, fashion, masculina, infantil, vestuário profissional e roupas íntimas. A mais forte é a casual, que engloba cerca de 60% das empresas mineiras.
Gerando empregos
As confecções possuem mão-de-obra extensa, característica inerente ao setor: têm grande poder de gerar empregos com baixo investimento. Em Minas, elas são responsáveis por aproximadamente 180 mil postos de trabalho.
Crescimento maior que o nacional
Até setembro o setor de vestuário em Minas Gerais teve crescimento de 5% no volume de negócios em relação a 2010. Em outubro houve uma queda, motivada principalmente pelo temor do consumidor frente à crise mundial. Mas, ainda assim, o crescimento registrado em Minas foi de 1%, em oposição à média nacional de retração de 8%. A estimativa é que o ano feche com resultados equivalentes aos do ano passado.
As conquistas de Minas Gerais
A recente redução da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) – que determina que o imposto poderá alcançar no máximo 5% – foi uma conquista para o setor. Mas, como explica Michel Aburachid, o sucesso de Minas está ligado a uma série de ações. “Desde 2003, o governo estadual e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) passaram a dar atenção especial para a indústria do vestuário. Apesar de empregar muito, o faturamento do setor é baixo. Éramos vistos de forma diferente. Mas conseguimos mostrar a importância do setor na formação de mão-de-obra, divulgação da cultura, além da movimentação gerada em outros setores. Eventos de moda que ocorrem na cidade movimentam os restaurantes e hotéis, por exemplo. Então o governo começou a entender que, apesar de não recolher tributos diretamente, a indústria da moda ajuda bastante a economia”, conta.
Os problemas
A desvalorização do dólar frente ao real provocou uma redução significativa das exportações. Conseguir crédito também é um desafio. “Os bancos exigem muitas garantias para empréstimos maiores, acima de R$200 mil, e com maior prazo”, afirma Aburachid. E a concorrência com os produtos asiáticos continua sendo o maior entrave: enquanto na China o salário médio é de U$30 e U$40, no Brasil os custos com mão de obra podem ultrapassar U$500. E impedir a entrada dos produtos é uma dificuldade – o governo Lula já chegou ao máximo da alíquota do Imposto de Importação, que é de 35%.
Para o futuro
Para competir com a China, uma das opções apontadas por Aburachid é fazer mais lançamentos durante o ano. “Com isso, pela distância, eles não conseguem nos acompanhar”, afirma. Divulgar o trabalho das confecções é também fundamental: é preciso expor o seu trabalho e faze-lo ser notado. A participação em feiras é importante e é válido investir em outras estratégias – montar lookbooks e sites podem ser boa ideia. A esperança é que em 2012 seja registrado nível de crescimento de pelo menos 5%.
Fonte Encontro da Moda
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domingo, 8 de janeiro de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Copa 2014 terá estilo de Victor Dzenk
A moda mineira terá no estilista Victor Dzenk seu embaixador oficial na Copa do Mundo de 2014, com a escolha do seu nome para criar o visual fashion das hostess funcionais do evento em todo o país.
O processo de escolha foi por meio de concorrência feita pela Fifa, com mais de 50 estilistas, e, no final, ficaram três – sendo ele o único mineiro – e que recebeu a indicação de ‘estilista da Copa’.
Dzenk considera que foi selecionado “pela brasilidade de estamparia digital, que chamou a atenção da direção da Fifa. Outro fator também importante foi meu DNA com a sensualidade da mulher brasileira, ou seja, estarão impressos neste projeto minhas marcas registradas: a estamparia e sensualidade”.
Na sua proposta, Dzenk apresentou modelos feitos com tecidos variados, onde predominam as estampas com plumagens de araras coloridas, digitalizadas, refletindo o clima tropical e festivo do nosso país e, ao mesmo tempo, estabelecendo uma conexão com o moderno, o atual e dinâmico.Esse fator, mais o talento do estilista, determinaram a escolha – finalizada nesta semana em Zurique, Suíça. Para Victor Dzenk, esse fato é de “extrema importância para a moda brasileira e em especial para a moda mineira, pois contribui para divulgar nosso estilo e nossas cores para todo o mundo em um evento que absorve a atenção de bilhões de pessoas ao redor do planeta”.
Fonte e fotos Jornal Estado de Minas, 11 de dezembro de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Inovação de produtos - Grifes mineiras apostam nesse diferencial
Philip Kotler é o mais conhecido guru do marketing do mundo. Os seus livros já venderam mais de três milhões de cópias em todo o globo, encontrando-se traduzidos em vinte línguas.
Quando participou de um evento em São Paulo, em 2007, Philip Kotler foi questionado sobre a inovação em empresas. A pergunta foi a seguinte:
Tendo em vista o cenário econômico internacional, o avanço tecnológico e a alta competitividade, quais as principais alterações nas ferramentas do marketing no momento atual comparado com o que se estima vir no futuro? E como as empresas deverão se adequar às mudanças?
À época, ele respondeu o seguinte:
Aconselho toda empresa a inovar continuamente. No entanto, vimos que muitos produtos falham, e quando não, são copiados rapidamente por seus concorrentes. Então, a lógica do marketing carrega uma contradição inerente: uma empresa falhará se não inovar e é provável que ela falhe se inovar também. Por esta razão, cada empresa precisa encontrar seus próprios caminhos para escapar deste grande dilema.
Podemos ajudar com algumas idéias a seguir.
1. Segmentar mais criativamente do que seus concorrentes e encontrar novos segmentos em que possa se posicionar melhor.
2. Cercar seus produtos com uma reputação de qualidade melhor ou que sejam mais difíceis de ser imitados.
3. Trabalhar em cima de planos melhores para criar clientes leais (tais como programas de fidelidade
Passados 4 anos percebemos que poucas empresas engatinharam nesse sentido.
Para ilustrar a inovação do produto cito algumas grifes mineiras que estão sobressaindo no mercado e conquistando um espaço de destaque.
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