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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Imagem de MG precisa ser fortalecida

Estado sofre com a concorrência de agências do Rio de Janeiro e São Paulo.


Agentes do mercado publicitário de Belo Horizonte se reuniram ontem, na Capital, em evento promovido pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade - Minas Gerais (Abap-MG) e o Sindicato das Agências de Propaganda de Minas Gerais (Sinapro-MG). O encontro antecede o V Congresso da Indústria da Comunicação, que acontece entre os dias 28 e 30 de maio em São Paulo.

O "Minas Debate o V Congresso: regionalização" reuniu, em uma mesa-redonda, o presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas Gerais, Tadeu Barreto; o diretor-presidente do jornal DIÁRIO DO COMÉRCIO, Luiz Carlos Motta Costa; a diretora comercial da Globo Minas, Sílvia Mattos; o presidente do Sinapro-MG, Adolpho Rezende; o presidente da Abap-MG e diretor da 18 Comunicação, Alexandre Moreira, e o diretor da Abap-MG e da Solution, Fernando Campos.

A mesa discutiu formas de fortalecimento do mercado publicitário mineiro e a capacidade de atrair clientes. A competição com empresas do setor cariocas e paulistas e a pouca visibilidade do mercado mineiro, mesmo apresentando números como a terceira maior economia do país, também foram levantados.

Para o presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas Gerais, Tadeu Barreto, o jeito mineiro desconfiado e de trabalhar em silêncio precisa mudar. "Precisamos mostrar Minas do jeito que ela é para o mundo. Aí a indústria da comunicação tem papel fundamental. O governo trabalha para dar condições de desenvolvimento e diversificação da economia e, com isso, também fortalecer a indústria da comunicação em Minas", afirma Barreto.


Lançamento - Dentro da ideia de mostrar Minas Gerais para os mercados interno e externo, o presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Luiz Carlos Motta Costa, ressaltou o papel indutor das empresas de comunicação para a atração de investimentos a partir da divulgação efetiva de informações e das características do Estado. O jornalista ainda aproveitou para anunciar aos participantes o novo produto do DIÁRIO DO COMÉRCIO, a revista DC Análise. "Em cada edição será feita uma análise criteriosa dos principais temas da economia mineira. Queremos mostrar, sobretudo para fora do Estado, o que acontece aqui. O intuito é falar para Minas e por Minas", antecipa Costa. A primeira edição da DC Análise circula dia 13 de junho com o tema energia.

O presidente do Sinapro-MG, Adolpho Rezende, chamou a atenção para uma particularidade mineira. "Vivemos em um Estado grande e fragmentado, que faz com que tenhamos uma espécie de regionalização dentro do nosso próprio território.  preciso trabalhar a criação de novos anunciantes", avalia.

Além do debate, o encontro contou com a apresentação da Veja BH. O gerente de Marketing da revista, Fábio Luís dos Santos, explicou a opção da Editora Abril em lançar a edição regional em Belo Horizonte e não em outra capital. "A Veja já adota uma política de regionalização desde 1985, com o lançamento da Veja SP e, desde 1991, com a Veja RJ. Lançar a Veja BH é reconhecer a importância da cidade. Belo Horizonte é a capital que mais cresce e o sucesso aqui será inspiração para que o projeto alcance outras capitais", explica Santos.

O executivo ainda observou que não só o desenvolvimento econômico da cidade e do Estado justificam o lançamento. "Não adiantaria estarmos na melhor cidade do mundo se ela não tivesse conteúdo. A matéria-prima da Veja é informação e Belo Horizonte é uma cidade onde as coisas acontecem. O sucesso do lançamento demonstra que a regionalização é um passo correto, pois todo mundo gosta de saber o que acontece no mundo, mas também na sua ‘aldeia’", completa o gerente.

Para o diretor da Abap-MG, Fernando Campos, o debate foi uma boa oportunidade para que o poder público e a iniciativa privada conversassem, em um bom momento político e econômico, sobre o protagonismo que precisa ser reivindicado pela indústria da comunicação mineira. "Temos que defender a bandeira de Minas não por um sentimento de bairrismo, mas sim porque temos competência. Temos características específicas como gestão pública moderna, capacidade de consumo, posição geográfica, infraestrutura e diversidade econômica, entre outras, que provam nossa capacidade técnica", avalia Campos.

Na análise do presidente da Abap-MG, Alexandre Moreira, o evento foi apenas uma primeira reunião de um longo debate. "A partir desse encontro vamos chegar no congresso em São Paulo com uma opinião das agências mineiras. Isso é importante para demonstrar a força do nosso mercado e as competências das nossas agências. Esse é um assunto que renderá conversas contínuas", afirma Moreira.

O V Congresso da Indústria da Comunicação terá a abertura do arcebispo sul-africano Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, no painel Liberdade de Expressão e Democracia. Além da regionalização, serão debatidos os temas: o futuro da profissão; as empresas de comunicação brasileiras; o mercado global e a marca Brasil; comunicação, crescimento econômico e desenvolvimento humano; comunicação one-to-one; personalização versus privacidade; as novas tecnologias e as novas fronteiras da mídia; sustentabilidade e comunicação; criatividade e sucesso; o consumidor com a palavra; propriedade intelectual; legislação e ética e novos caminhos para criar e fortalecer marcas.

As inscrições para o V Congresso estão abertas no www.vcongresso.com.br. A previsão é reunir cerca de 2 mil participantes do mercado publicitário, produção audiovisual, marketing direto, gráfica, veículos de comunicação, anunciantes, brindes, promoção, mídias exterior, entre outros.



Fonte: Diário do Comércio

sábado, 21 de abril de 2012

A força do blog como canal de negócios de moda

A edição 759 da Revista Isto É Dinheiro veiculou uma matéria super interessante sobre a utilização de blogs para divulgação da marca. Segundo o autor, a força dos canais de moda aumenta e estimula novos negócios, mas excessos nas ações de marketing com blogueiras podem tornar a vida das marcas um inferno.

Confira alguns trechos da matéria.

No filme O Diabo Veste Prada, de 2006, a atriz americana Meryl Streep encarna Miranda Priestly, uma temida e intransigente editora de moda. Com mão de ferro e uma grande capacidade de criar polêmicas, a personagem dita tendências e influencia os rumos do setor. Dessa forma, o longa-metragem reconstruiu na telona uma realidade que perdurou por décadas nesse mercado: a de que um grupo seleto de pessoas e marcas, dotado de poder econômico e social, poderia influenciar milhões de consumidores, especialmente as mulheres, mostrando o que deve ou não fazer parte do guarda-roupa delas. Com o fortalecimento das redes sociais, no entanto, a situação é outra, o que provoca mudanças importantes nas estratégias de comunicação e marketing dos envolvidos na cadeia de negócios.

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A dona do pedaço: a empresária Alice Ferraz, do Grupo F, criou uma plataforma de comércio eletrônico para a rede de blogs.
Hoje, para sobressair no cenário fashion, que só no Brasil deve movimentar mais de R$ 100 bilhões em 2012, segundo o Ibope, a opinião de uma só publicação especializada, como foi retratado no filme estrelado pela vencedora do Oscar deste ano, com A Dama de Ferro, não basta. É necessário também lidar com um exército de blogueiras, que podem referendar – ou não – o “look” do momento. A influência das internautas nesse processo cresceu tanto que já motiva a criação de diferentes modelos de negócio e, como consequência, abre espaço para empreendedoras que conhecem a lógica de funcionamento das redes. É o caso da empresária paulistana Alice Ferraz, hoje o principal nome do País do mercado digital fashion e que, pela sua influência e personalidade forte, é chamada no setor de a Miranda Priestly da internet brasileira.
Ela é sócia-fundadora do Grupo F, composto por empresas de relações públicas e produções para grifes, entre outros negócios nessa área. Em 2010, Alice criou a rede F*Hits, que hoje reúne 25 blogs, incluindo o seu. O F*Hits se apresenta como “a primeira prime network de moda do Brasil”, com conteúdo, produtos e serviços destinados a um público feminino de alto poder aquisitivo. A rede se desenvolveu e conta, desde janeiro, com uma plataforma própria de comércio eletrônico, o F*Hits Shops, cujo acesso é restrito. Ela funciona da seguinte forma: para acessá-la, a consumidora deve preencher um cadastro com informações sobre seu manequim. Se usar roupas menores que o tamanho 46, a candidata tem chances de ser aceita.  
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Em outras palavras, não basta ter dinheiro no bolso, a pessoa precisa antes ser aprovada pelo F*Hits Shops. “Encontrei a mulher do Pedro Grandene, vice-presidente da Grandene, que me falou que estava desesperada porque não havia sido aprovada”, diz Alice. “Falei para a minha equipe: ‘Pelo amor de Deus, aprovem a entrada dela!’.” Segundo a empresária, o sistema de aprovação foi “escolhido para não prejudicar a qualidade do atendimento”. Ela diz ter hoje 50 mil clientes aceitos e uma lista de espera duas vezes maior. As ofertas do F*Hits Shops são todas temporárias e sempre compõem um “look”. A plataforma de varejo virtual é o primeiro resultado concreto da sociedade formada por Alice e o grupo RBS, que montou a infraestrutura e cuida da logística de comércio eletrônico. 
O acordo foi firmado em 2011, um ano depois do lançamento do F*Hits. O plano de negócios prevê que a holding gaúcha seja sócia majoritária em cinco anos. Antes disso, em maio, deve ser lançado o F*Hits Home, focado em artigos para casa. – o nome é provisório, pois uma numeróloga vai analisar se essa é a melhor opção para a empreitada alcançar o sucesso. Há a intenção também de construir uma rede de moda masculina para gays e heterossexuais. No entanto, a onda dos blogs de moda, da qual a F*Hits se beneficia, também tem o seu calcanhar de aquiles. Isso porque uma das razões para as blogueiras – não só as dessa rede – terem virado vedetes das grifes se deve a uma prática questionável do ponto de vista ético: os patrocínios a posts, que chegam ao leitor como se fossem dicas pessoais descompromissadas, quando na verdade são uma forma disfarçada de publicidade. Alice não vê problemas nisso. 
“Posso fazer um desafio: quero ver alguma blogueira vestir uma roupa de que não gosta só porque alguém está pagando”, afirma. “Elas escolhem marcas de que gostam e as marcas as escolhem. No começo isso era polêmico, mas agora as pessoas entenderam que isso não é jornalismo.” A blogueira Carla Lemos, do canal Modices, integrante da rede F*Hits, adota esse expediente, mas diz informar seus leitores que determinado texto é um informe publicitário. O detalhe é que o aviso é colocado discretamente no rodapé do post. “Fui meio resistente a fazer publieditoriais, mas é uma demanda do mercado”, afirma Carla, que diz ter dez mil visitantes únicos por dia em seu site. A relação comercial entre blogs e marcas de moda chega ao ponto de algumas empresas enviarem textos prontos para as blogueiras postarem. 
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À moda das blogueiras: Julia Petit (à esq.) e Carla Lemos exploram a venda de publicidade
em seus espaços na internet.
A busca por diferenciação na blogosfera também pode gerar ações que arranham a imagem das marcas. A Melissa, por exemplo, teve uma campanha tão malsucedida que o termo #melissafail ficou entre os mais citados do Twitter no dia 8 de fevereiro, superando até mesmo o termo #Wando, cantor que morreu naquele dia. A marca de sandálias resolveu enviar as blogueiras Camila Coutinho e Lalá Noleto, do grupo da F*Hits, para cobrir a inauguração da uma filial da empresa em Nova York. As dores de cabeça surgiram quando vieram à tona posts antigos de Camila, que não é usuária de produtos da companhia, com críticas à Melissa. “Não uso plástico no pé”, escreveu. Resultado: decepcionadas, muitas “melisseiras”, o modo como são conhecidas as blogueiras que espontaneamente divulgam os produtos da empresa em seus blogs, sentiram-se preteridas por não terem sido convidadas pela campanha e, assim, deixaram de apoiar a marca. 
Houve até quem mudasse o nome de seus blogs, retirando qualquer menção ao nome Melissa. “A gente falhou em não ter levado uma melisseira”, diz Paulo Pedó Filho, gerente de marketing da Melissa. “O caso foi positivo, uma espécie de aprendizado, pois nos abriu os olhos para a necessidade de tratar melhor esse público.” O segredo para evitar esse tipo de revés é ser seletivo, afirma Julia Petit, uma das pioneiras na prática de negócios com blogs de moda no Brasil e apresentadora do canal de tevê paga GNT. Com média de dez anunciantes, o Petiscos faturou R$ 1,3 milhão em 2011. Ela estreou o blog Petiscos em 2007 oferecendo publieditorial, anúncio na imagem de fundo e conteúdo de blogs para outras marcas, entre outros serviços. Segundo Julia, o que é de caráter publicitário fica explícito para os internautas. “As pessoas aceitam bem esse tipo de ação quando o produto tem a ver com o conteúdo”, diz Julia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O poder do blog


Sem plano de negócio definido, a elite dos 14 milhões de diários virtuais na rede ajuda na venda de produtos dos outros.
Os fabricantes canadenses de um aquário de design arrojado mudaram seus negócios quando o produto saiu na capa da Robb Report, a publicação de maior prestígio no mercado de luxo. O curioso é que a revista só soube da existência do aquário, que custa US$ 4.900, depois de ele ter aparecido no blog Moco Loco, que trata de design e arquitetura. Com 170 mil visitantes por mês, o blog catapultou os pedidos do Aquário ASP. Sem um modelo de negócio definido, os blogs estão ajudando outras empresas a ganhar muito dinheiro. “Somos uma mídia fragmentada e direcionada. Sabemos o que nossos visitantes procuram", disse à DINHEIRO Harry Wakefiel, diretor do Moco Loco.
O caso do aquário tem correspondentes em toda a internet. Outro blog de grande de audiência, o Luxist, que recebe 400 mil visitas mensais, aumentou em 400% o tráfego de usuários no site da fabricante da vodka Ikon, após destacar qualidades da bebida. Em outra situação, um porta CD ganhou fama depois de refências do Gizmodo, blog focado em eletrônicos. “Os freqüentadores dos blogs são pessoas com grande poder de influência em seus grupos de relacionamento”, afirma o consultor Alessandro Barbosa Lima, da empresa E-Life, que define estratégias de uso dessa nova mídia. Há 14 milhões de blogs em toda a internet, mas poucos funcionam como referência de consumo.
No Brasil, onde estima-se em 50 mil a quantidade de blogs, o fenômeno em relação aos produtos citados ou comentados ainda não desembarcou. Segundo Ediney Souza, diretor do blog interney.net, ainda existe preconceito em relação a esse serviço, já que eles chegaram ao País com fama de diários de adolescentes. Com 150 mil visitantes por semana, o interney.net ainda não registrou nada parecido com seus similares em inglês, mas seu criador acredita que, em breve, ele terá um caso para mostrar aos seus patrocinadores, entre eles a loja de comércio eletrônico Mercado Livre.
 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SUSTENTABILIDADE - Sua comunicação está 100% correta?

Li esse post no site Comunicade de Moda e achei fantástico. Como bem disse o editor do site, Paulo Fernando, de repente tudo esta ecologicamente correto, sustentável, verde, orgânico. Tecidos, comidas, móveis, apartamentos, carros a palavra sustentável ou qualquer termo similar virou quase que uma obrigatoriedade na comunicação.
O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) divulgou nesta terça-feira (02/08) novas normas para a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade.
O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que reúne desde 1978 os princípios éticos que regulam o conteúdo das peças publicitárias no país, já apresentava recomendações sobre o tema, mas elas foram revisadas e reunidas no artigo 36.
As novas normas entram em vigor em agosto e valem para todos os meios de comunicação, inclusive a internet.
O sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banalizá-lo ou confundir os consumidores.
Além de condenar anúncios que estimulem o desrespeito ao meio ambiente, o código recomenda que a menção à sustentabilidade em publicidade obedeça a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância.
A preservação, a criação de novas tecnologias para garantir um mundo sustentável é uma ação muito séria, que muitas empresas das grandes as pequenas levam a sério criando condições e produtos tecnologicamente corretos. Esta nova regulamentação visa não só preservar quem esta fazendo este trabalho de uma forma certa como punir quem banaliza todo este esforço qualificando seus produto ou serviço como “sustentável” apenas para ter uma vantagem agregada em sua comunicação. Na industria da moda seria muito bom a ABIT, ABTT e ABEST se unirem para criar os mesmos parâmetros de veracidade.

Aqui está a integra da postagem

Paulo Fernando – Comunidade Moda